Memórias da minha raça
Desde o inicio, neguei
E de tanto negar,
Acreditei que era possível,
Construir outra verdade
E de tanto acreditar
Nesta nova verdade
Passei a ensinar;
A nova verdade
Que em mim construí
Esqueci qualquer passado
Menti, sobre o tempo
Fantasiei historias
Vivi vidas, que não a minha
Criei o mito
Civilizações inteiras
Fases e artes
Fiz retrato em pose medida
Elaborei uma nova língua
Construí outras arquiteturas
Mudei a cor da minha pele
Vesti outros linhos
Abandonei o algodão
Ironizei o tecelão
Tornei-me outro cidadão
Só não sei de onde vem
Esta lembrança
Quando soa a musica
Das estrelas e eu olho o céu escuro
Da minha aldeia
Tenho esta saudade
Que incendeia minh’alma
E não me deixa dormir
Sobre os louros das minhas
Conquistas milenares
Quem és tu? Pergunta o tique taque
Do relógio de parede
Onde estas agora?
Por quem chora tua mãe
Em qual terra esta teu umbigo
Quem és tu amigo
Confesso que na aparência
Sou eu mesmo, e não nego minha ascendência
Mas, percebo que não sei
Ou não mais lembro
De onde vim, quem sou, ou porque neguei
Se cortar meu pulso
Verei o sangue vermelho
Dos meus pais, se eu olhar o céu
Verei a estrela que foi minha guia
Se tocar a flor, terei saudade
Da textura das flores de minha terra
Terei saudade do amor que me vigia
Vestido em preto, branco, vermelho, amarelo!
6 comentários:
Fantástico este seu poema
Um beijo
FUI ASSIM...
A criança que eu fui
A criança que tu és...
A felicidade que eu tive
Quero que tu a tenhas...
O mimo que eu recordo
Quero que tu recordes...
O amor que sempre
Esteve comigo...
E preencheu a minha vida
Eu quero meu menino...
Que sempre te acompanhe
E que nunca te falte...
Pois assim...serei feliz!
LILI LARANJO
Bem vindo meu amigo...Lindo seu blog!! Bom Fds.....M@ria
A poesia escorre no papel, tal qual vinho
Derramado da taça.
BOM FDS......Beijos na alma! M@ria
A vontade de ser outro. De mudar tudo. De se tornar desconhecido.
Às vezes é preciso acreditar...
Beijos.
O desenrolar da vida,
as suas vississitudes e alegrias,
aí estão
no seu esbelto, sentido
poema!
Um forte abraço
Amiga Rabe, um poema formoso, como formoso e belo é o coração de um povo, que lutou e ainda luta.
Uma vida
Uma vida de encantos divinal habita
Entre lutas, entre sonhos e esperança
Que no coração de uma raça bendita
Verte o amor, verte em linda herança
Uma vida amorosa se derrama em poesia
Que de sua alma flui no firmamento
Que na luta sofre, assim mesmo irradia
Com um toque de beleza e sentimento
Uma vida que encontra a beleza nas palavras
Que pintadas num soneto majestoso
Transparece em seu reino docemente
Ele vem entre flores, beijos e amor
Em sonhos, do semblante e na doçura
Em sonhos mais bonito e fascinante.
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