Seguidores

domingo, 1 de agosto de 2010

Junco verde

Junco verde
Junco verde nos olhos d’água - colhe sumo e ventila o vento
Verdeja folhas e deita o silêncio em nuvens floradas,
Junco verde – Nos braços pousa a juriti e a seriema
E um canto triste ecoa – a mata é lugar de segredos
E degredos. Uns nascem outros... Junco verde e da mata
É ribeirinho, lançando aos céus cadinhos de flores
Junco verde e das garças
É arrimo de ninho – É abraço dado no emaranhado
É pé n’água é pé na terra é encruzilhada de cobra
Junco verde não vai ao rio
Rio tem arrimo, largura e medida
Tem pedra e canto da sereia
Juncos verdes têm penas e penacho – junco verde não fere aço
Não derriba – deita e pede paciência
Junco verde guarda a folha e ouve o vento
Bebe sumo e dele tem proveito
Junco verde – na entrada da mata esconde a água
Guarda o silêncio - aninha o ninho e pede paciência!
Junco verde

0 comentários: