Seguidores

domingo, 1 de agosto de 2010

Soneto ao silêncio

Para saber da felicidade, daquele que a sente,
Não procure no feliz, as luzes do sorriso evidente;
Consulte-lhe o coração; vê se é transparente,
Verifique-o sem julgo das ambivalências, de tua mente.

Investigue – o, sem razões previamente competente
consulte teu âmago, vede, se és tu suficiente,
Conhecedora da tua tristeza e do largo horizonte
Que se abre para a felicidade que tu negas a aquele que a sente!

A felicidade é infinda de cores, é sol brilhante
Não a queira no comum dos ritos escuros do dia corrente
Naquilo que se crê noite, fulgura o dia transparente!

Sorve agora meu beijo e não me queira diletante
A felicidade é copo eternamente vazio, não cabe neste instante
Deita teus olhos no escuro de mim e verás o raiar do dia triunfante!

1 comentários:

Gi. disse...

"Sorve agora meu beijo e não me queira diletante
A felicidade é copo eternamente vazio, não cabe neste instante
Deita teus olhos no escuro de mim e verás o raiar do dia triunfante!"
- Inexplicavelmente belo!!!!!
;) bjs***