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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Viagem astral

Deito e durmo.

E já não sei quem sou...

Este que sou acordado,

Dormindo; dar-se outro rumo,


E tamanha mudança ao vivo espanta!

O vivo, quando morto;

Sabe de cor e salteado


Das dores e dos consertos

Do pobre corpo deitado.


O vivo do corpo separado,

É um destemido soldado.


O vivo, no corpo enfermado

É triste amaranto

Que dormiu e sonhou

Estar livre e curado



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